quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

muito além do cidadão kane?

 jh         

   Bom, primeiramente a explicação do post,tem o mesmo nome de um documentário(que infelizmente ainda não vi) produzido pela bbc de londres que compara o personagem vivido por Orson Welles ao que a rede globo representa aqui no brasil, com a comparação focando especialmente Roberto Marinho, fundador da rede globo.Mas o que está em questão aqui não é o documentário e sim o que levou a ele ser feito.
   Assim como nosso querido Charles Foster Kane, a globo monopoliza os meios de comunicação no brasil, e tem influência direta em assuntos que não deveriam ser da conta dela, mas por incrível que pareça isso não é o pior , o pior mesmo é facilidade da globo em influenciar na sociedade, direcionando seus pontos de vista e acostumando a população para o que eles querem, pois é assim no brasil, há a cultura quase ''homer simpsiana'' de ser manipulado pela toda poderosa da mídia brasileira.
   Um grande exemplo disso que estou falando é o BBB, que a cada ano só desce ainda mais o nível e parece que a medida que isso acontece só aumenta a quantidade de telespectadores, o que é uma coisa triste, pois quem já viu o programa por 1 minuto que seja percebeu que é um grande festival de promiscuidade,funciona assim: eles colocam pessoas que estão dentro do grupinho tolerável por eles (mulheres gostosas acéfalas, homens fortes acéfalos, transexual, homossexual.. etc), tudo com o único objetivo de dar audiência, e o pior é que conseguem e muita, por isso é tão rentável pra eles o BBB, é lamentável o grande apreço do publico brasileiro por um programa tão ruim como esse, mas como estava dizendo no início, encher a globo de dinheiro nem é a pior coisa, e sim como esse programa implanta a cultura de achar que é normal a banalização do corpo humano tantas vezes vista no programa, pois afinal de contas é algo visto por crianças (se bem que no brasil adultos e crianças parecem ser igualmente fáceis de manipular), logo passa a ser preocupante o que pode acontecer nas gerações futuras.Aí podem dizer que é conservadorismo meu e tal, mas sinceramente, isso não é ser conservador,isso é querer valorizar o ser humano, e não suportar ver o rebaixamento da nossa espécie a animais irracionais como vemos por aí nos BBBs da vida, pois é realmente uma pena ver o que resta de nossos ''valores'' destruidos por um pouco de audiência e consequentemente dinheiro nas mãos de roberto marinho e cia.

sábado, 15 de janeiro de 2011

sociedade do espetaculo

como é linda a imagem ao lado não acham meus caros? toda a politicagem reunida(misturada com algumas celebridades esportivas, o que era bem apropriado a ocasião, afinal, era a escolha da sede da olimpíada) mostrando todo seu grande patriotismo e amor a nossa nação que enfim sediará os jogos olimpicos o/..

ok, sarcasmo a parte a situação ao lado ilustra o tema do post,que trata exatamente do jeito como somos facilmente enganados e levados a se entusiasmar pelo que querem que nos entusiasmamos.é o que me levou a entitular o post de sociedade do espetáculo(válido lembrar que o nome foi retirado do livro homonimo escrito pelo escritor frances Guy Debord, infelizmente só li um trecho dele, genial aliás, mas o suficiente pra me inspirar a escrever sobre) continuando, os chamados espetaculos são a maneira mais fácil de alienar a sociedade,e há inumeros tipos dos tais espetáculos , nesse caso específico da foto envolve esporte,mas também pode ser por meio de um programa de tv,ou até religião (ah a religião...rs), entre outros.

 o triste é ver os poderosos acima se aproveitando de algo como o esporte(que não era pra ter nada a ver com isso), pra fazer toda essa encenação e encher o povo de esperança e alienação, se bem que, pensando melhor, essa comemoração ai não deve ser encenação, afinal quem vai encher os bolsos são eles, tem mais é que comemorar mesmo, não acham?

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

felicidade própria vs tristeza de quem você se importa

imaginem-se na seguinte situação: você conhece a melhor amiga de seu melhor amigo e começa a namorar ela. Isso acaba ocasionando essa amizade ficar em segundo plano, mesmo que ela não tenha terminado, mas um namoro acaba ficando sempre em primeiro plano.
Eis que surge todo o problema do meu momento, enquanto curto minha felicidade, vejo meu amigo se martirizar pelo afastamento de dois dos seus melhores amigos, por um lado é egoísmo por parte dele, por outro entendo a dor que a solidão pode trazer.
Só fico imaginando qual seria a medida certa a tomar(se é que há medida certa), porque chega um ponto que só dizer que se importa não basta, porque realmente não é que nem antes, acredito que não por minha causa, já que me esforço o máximo para deixar que nem antes, talvez não haja medida certa mesmo a tomar, talvez o certo seja não ter nascido um humano e não ter esse tipo de preocupação, mas já que nasci humano tenho que passar por isso, e mesmo com a felicidade própria tendo mais valor que a tristeza de quem você se importa(afinal somos humanos, ou seja, egoistas natos), a diferença não é muito grande,e sinceramente incomoda, e muito.

domingo, 19 de dezembro de 2010

um post a parte

Quando tudo parece tender ao vazio e a desilusão, eis que surge você, escondida por entre as falácias dos outros, está uma menina que me encanta de uma forma única, alguém que me faz perder todo meu preconceito, e contradizer tudo que prego aqui no meu blog, e o mais importante: alguém que mexe comigo como nenhuma outra.
Dentre esse ocenao repleto de pessoas sem brilho, você foge completamente a regra, e por mais que você me tire o sono ou  me tire a inspiração, compensa isso tudo me dando algo chamado felicidade. Sim, felicidade, que antes eu achava se tratar de uma ilusão humana, com você ela passa a estar ao meu alcance a todo momento.
Por mais que não seja tão bom nessse estilo de texto quanto você, está aqui minha não tão boa porém sincera tentativa de te mostrar um pouco do que você significa pra mim,e não a fiz para compensar o que escreveu por mim, fiz porque merece, e porque gosto muito de você.

sábado, 27 de novembro de 2010

A relevância e a irrelevância humana

Ao mesmo tempo em que somos interminavelmente irrelevantes em relação ao universo ao nosso redor, somos exaltados por nós mesmos à condição de espécie com a vida mais relevante, o que é perfeitamente compreensível, pois somos a espécie superior e por mais que a morte de um animal objetivamente falando tenha o mesmo valor que uma morte humana, a segunda hipótese é muito mais relevante a nós. A relevância de uma vida para outra pessoa é uma questão de proximidade, quanto mais próximo se é dessa pessoa que faleceu, maior será a maneira como isso lhe abalará, por isso que ainda escutamos coisas do tipo: ''morrem dez homens em confronto...'', essa falta de importância dada àquelas vidas é resultado da falta de proximidade de quem está dizendo e ouvindo a notícia. toda essa contradição me fez chegar a um impasse, o que seria o mais certo: tender para a irrelevância ou a relevância da vida? pois bem, minha conclusão foi que o ideal seria a valorização da vida, até porque ela é tudo que temos, porém o ''mais certo'' (ou mais sensato) seria a tender para a irrelevância, e sendo assim, pela primeira vez acho um resultado bom gerado pela falta de realismo de nossa gloriosa espécie,
viva a nossa burrice e viva a supervalorização de nossas vidas!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

o que é visto ao olhar no seu espelho?

você já fez isso? olhou no seu próprio espelho? e não estou falando do espelho feito de vidro que há na sua casa, falo de um espelho que todos tem, mas nem todos usam, espelho esse, que prefiro chamá-lo de consciência (eis o motivo do pouco uso desse tal espelho).Mas o que está em questão aqui é outra pergunta: qual é a visão que é tida ao olhar para você mesmo? por mais que possa ser doloroso pra quem não está acostumado, considero uma atitude que deveria ser tomada por todos, e é o que vou fazer agora, mostrando-os o que vejo no meu espelho:  alguém que tem tudo o que quer materialmente, mas o instinto humano de sempre querer mais não permite me contentar, por isso que há o meu outro lado, o solitário(por mais que seja sempre rodeado de pessoas) um lado que sente a falta de um algo a mais, a falta de algo que eu realmente me entretenha, que não seja mais uma valvula de escape futil para o tédio, e o mais angustiante é a incerteza se vou encontrar isso ou não, mas acredito que sim, nesse sentido eu sou otimista. Acredito na naturalidade da ocorrência dos fatos na vida humana, a vida de todos nós é dividida em fases, que intercalam em bons e maus momentos, por isso meu otimismo.
agora que já os contei como me vejo, repasso a pergunta a vocês: o que é visto ao olhar no seu espelho?

domingo, 21 de novembro de 2010

não sou poeta

não sou poeta, o lirismo passa longe de meu estilo de escrita, quem acompanha meu blog já percebeu isso, a crueza está presente em todos os meus textos, até por eu ser assim, não vejo necessidade em prolongar o desnecessário, aliás o necessário talvez já seja demais, a simplicidade é a maior forma de demonstrar a genialidade humana (não que eu seja gênio), mas é bom seguir os bons exemplos.Por mais que admire o lírico, as poesias, a tal magia literária, sei que isso não entra no meu mundo, a crueza é inerente a mim, e acho que um pouco de frieza não faria mal a ninguém, a empolgação nos deixa idiota, o que é necessário e ao mesmo tempo desprezível. Mas o que está em questão nesse post é esclarecer a posição do meu blog: não é para deixar ninguém extasiado com belas histórias, coloco aqui o apenas o que considero importante que as pessoas saibam(exceto meus devaneios, que são um caso a parte), o que também pode ser chamado de verdades, e por coincidência ou não, a verdade parece ser sempre crua. Por isso acho impossível escrever o que escrevo sem crueza, se alguém souber me ensine por favor, enquanto isso continuo sendo eu mesmo, e assim termino esse post, esperando não escrever mais sobre mim, com tantos assuntos relevantes por ai, não faz sentido ficar escrevendo por algo sem relevância como esse simples amontoado de elementos químicos que eu sou.