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sábado, 27 de novembro de 2010

A relevância e a irrelevância humana

Ao mesmo tempo em que somos interminavelmente irrelevantes em relação ao universo ao nosso redor, somos exaltados por nós mesmos à condição de espécie com a vida mais relevante, o que é perfeitamente compreensível, pois somos a espécie superior e por mais que a morte de um animal objetivamente falando tenha o mesmo valor que uma morte humana, a segunda hipótese é muito mais relevante a nós. A relevância de uma vida para outra pessoa é uma questão de proximidade, quanto mais próximo se é dessa pessoa que faleceu, maior será a maneira como isso lhe abalará, por isso que ainda escutamos coisas do tipo: ''morrem dez homens em confronto...'', essa falta de importância dada àquelas vidas é resultado da falta de proximidade de quem está dizendo e ouvindo a notícia. toda essa contradição me fez chegar a um impasse, o que seria o mais certo: tender para a irrelevância ou a relevância da vida? pois bem, minha conclusão foi que o ideal seria a valorização da vida, até porque ela é tudo que temos, porém o ''mais certo'' (ou mais sensato) seria a tender para a irrelevância, e sendo assim, pela primeira vez acho um resultado bom gerado pela falta de realismo de nossa gloriosa espécie,
viva a nossa burrice e viva a supervalorização de nossas vidas!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

a sua cura é a minha doença

enquanto você vive em torno de futilidades, essa futilidade me incomoda profundamente, apesar dela também fazer parte da minha vida; enquanto você goza de sua vida fechando os olhos para sua irrelevância, a irrelevância me angustia; enquanto algo te entretem, essa mesma coisa me entedia; enquanto você curte sua falsa felicidade, eu curto minha solidão verdadeira; e mesmo que eu use os mesmos antídotos que você para também me curar, eles acabam se tornando a minha doença.

sábado, 6 de novembro de 2010

preço pela racionalidade?

Pensem bem: o que é melhor, viver uma vida sem raciocínio, vivendo apenas instintivamente, como animais ou o nosso tipo de vida , com essa que é a maior dádiva da humanidade, a capacidade de raciocínio?
a primeira vista parece uma resposta fácil, eu sei, somos superiores e até no interior do maior dos pessimistas há um certo contentamento por ser humano. Mas se analisarmos bem, a vida irracional mesmo comparada com uma de um humano que teve uma boa vida, foi muito menos sofrida e muito menos insegura até pelo animal não ter esses conceitos que só nós sabemos, pois foram criados por nós.Na vida racional momentos ruins são inevitáveis, e quanto mais você pensa, maior é a sensação de ''vazio'' sentido. por isso lhes pergunto de novo: é melhor ter uma vida sem preocupações, puramente instintiva, ou uma cheia de preocupações porém racional e tudo que isso possibilita?

domingo, 31 de outubro de 2010

sociedade dos atores

um conjunto de atores encenando uma grande peça, é isso o que somos. Uma peça que ocorre sem ensaios,sem  nos permitir erros, em que cada ator interage com os outros, cada um com seus diferentes personagens, cada hora interpretando um deles.Ocorre assim: se a situação muda, o personagem também.Não há como fugir disso, sempre adotamos uma postura de acordo com os atores ao nosso redor, hora mudamos por necessidade, hora por vontade própria, mas isso não importa, o resultado é o mesmo. É como um filme, os personagens estão de acordo com o gênero em questão. Não temos simplesmente a nossa personalidade e a seguimos não importa a situação, somos extremamente maleábeis, nos enquadramos de acordo com nossos interesses, claro que alguns são melhores nisso do que outros,  o que muda é a quantidade de personagens que o ator consegue interpretar, mas até o menos habilidoso ator tem lá seus poucos personagens.E quanto mais personagens se interpreta, maior o sucesso social, maior a quantidade de atores que se consegue agradar.Por isso que não gosto dos grandes atores, prefiro os péssimos atores que agradam a poucos,por serem mais humanos e mais verdadeiros.Porém, por mais que eu não goste, funciona assim, e no final das contas não passamos de uma sociedade de atores.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

mas por que você é católico?

primeiramente devo explicar o título desse post: ele é uma ironia à pergunta quase que obrigatória feita por qualquer pessoa ao saber da minha posição em relação a religião, que é ''mas por que você não acredita em Deus?'' . Por mais que eu entenda a questão cultural que isso envolve e que até por isso ainda há essa ''marginalização'' do ateísmo, não consigo deixar de pensar nessa ocasião(utópica) de pessoas perguntando aos seguidores de alguma religião o porquê deles seguirem ela, da mesma forma que fazem com ateus, porque ao dizer que é ateu,você automaticamente deve uma explicação imediata àquela pessoa e não basta qualquer resposta, o que eu acho mais engraçado é que quando alguém crente diz que acredita porque tem fé e não cita mais nenhum argumento já é o suficiente para justificar sua condição, já com ateus se você não argumentar de forma extremamente esclarecida, aquilo não é dado como suficiente(por um lado considero isso até bom, de um certo modo mostra uma expectativa maior com a capacidade intelectual dos ateus).O que é  muito irônico vendo pelo lado objetivo da coisa,pois se trata de uma situação de crença ou descrença, mas essa não é uma questão em que basta ver o lado objetivo,há a ressalva já citada acima,que há a cultura da imagem pejorativa dada ao herege, que faz com que as pessoas até hoje ainda ''olhem torto'' para quem não segue nenhuma religião, e quanto a essas pessoas minha opinião é simples: apenas lamento pela grande capacidade que a igreja tem em manipular a população, sei que a culpa não é das pessoas em si ,infelizmente elas são apenas marionetes, o buraco é muito mais em cima.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

o que realmente faz sentido?

Quem nunca fez essa pergunta a si mesmo?
   Acredito que todos já fizeram, e para mim ela é constante, as vezes eu paro pra pensar sobre tudo que está ao nosso redor e vejo que a maioria dessas coisas são extremamente superficiais, vivemos em busca de coisas criadas por nós mesmos e isso é deprimente(eu acho), carreira, dinheiro, sucesso social... tudo tão insignificante se levarmos em conta o universo ao nosso redor.
  Quem leu o que eu disse sobre experimentar o que é ter consciência, está percebendo o que eu estava falando nesse post. A consciência te trás muitas desilusões, de repente tudo que você acreditava ser o ideal para a sua vida você percebe que não tem sentido algum, e ai sim,percebe a triste realidade da insignificância de sua vida para o mundo. é por essas coisas que poucos suportam a vida consciente, realmente a vida superficial é muito mais feliz, uma pena que eu não consigo tê-la, minha natureza não permite.
  aos que me acharam depressivo ao ler esse post, juro que não sou, apenas me acustumei com a incredulidade e trato ela com naturalidade.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

breve divagação sobre a vida

este post é uma breve reflexão sobre esse todo que está ao nosso redor que chamamos de nossa vida.
 pois bem:
a vida é uma constante variável...extremamente repetitiva e extremamente incerta... ao mesmo tempo.
    É extremamente repetitiva, porque vivemos dias diferentes de maneiras iguais, e mesmo se saíssemos da rotina todo dia, essa mudança também seria repetitiva, por tanto não há como fugir dessa situação, a repetição de como são vividos nossos dias é inerente à nossa vida.
    Em contraponto,é extremamente incerta, porque apesar de suas repetições diárias, seria tolice de nossa parte tentar prever o que acontecerá exatamente com nossas vidas no futuro, pois mesmo que tenhamos elementos para ter uma ideia sobre o que ocorrerá, nunca saberemos ao certo o que está por vir nela.