sexta-feira, 9 de março de 2012

O modelo a (não) ser seguido

O texto Inicia-se pronto, o modelo é feito, gravado e passado a frente. Os temas, é claro, tendem a um mesmo ponto, passam em meio a clichês e finalizam-se tomando carona numa solução de senso comum.O candidato decorre, com toda sua capacidade, vindo de anos de treinamento, através da penosa prática da escrita tendenciosa, sempre contida e previamente direcionada para então conseguir seu almejado lugar ao sol.
A fórmula é posta como obrigação, preenchimento de linhas desprovido de qualquer suspiro de criatividade, isso cria um hábito, e, pior, restringe a beleza da escrita livre e prazerosa para transformá-la em um evento, devendo seguir rigidamente o protocolo tão conhecido.
É comum ver nas melhores redações – o que deveria significar os estudantes que melhor escrevem no país- redações apenas corretas, bem feitas, coesas e comuns. É neste último adjetivo que consiste o tipo de texto cultuado pela banca. Não é pedido inovação, ou brilhantes idéias, é pedido dissertações de senso comum, soluções que todos vão citar e os que fizerem isso corretamente ganharão sua nota máxima. É um sistema simples e pré-estabelecido.
Independente se a partir deste modelo dotado de regras, por mais sem brilho que seja, consiga-se observar até certo ponto o nível de escrita, é preocupante quando vemos que, graças a esse meio de competição hostil por vagas no vestibular, temos como resultado alunos robotizados no que diz respeito às suas produções textuais, e ao nos defrontarmos com o cenário atual da literatura mundial, sem nenhum nome brasileiro de destaque, torna possível visualizar o reflexo da influência do aprendizado aos moldes das chamadas ‘’máquinas de vestibular’’ no desenvolvimento da escrita dos alunos.
Esta influência – somada a já conhecida dificuldade em se lançar como escritor- põe a nossa frente um panorama árduo para o surgimento de novos grandes nomes na literatura brasileira, uma situação para repensarmos e agirmos prontamente para revertê-la.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Me perco no acaso dos seus braços,
e como um sussurro na mais calma das noites
solto palavras soltas para descrever o indescritível.

Um susto...
de repente a perfeição entra pela minha porta
e no alto de seus defeitos mais perfeitos
se atreve a me mostrar essa sensação estranha

O vazio se foi,
o seu olhar preencheu o que me faltava,
e tornou real todas as minhas ficções

A solidão se foi,
o caminho está mais seguro
agora que tenho a companhia dos seus passos


As duas almas, antes perdidas
agora juntas e entrelaçadas
se encontram e clamam pela companhia da outra

Desde então, como o mais feliz dos homens, sofro
sofro de amor, morro de amor
e o melhor: mesmo assim, continuo a viver
e a te amar.

domingo, 19 de junho de 2011

a dança da vida

você acorda, mergulha na sua rotina inevitável e tediosa, mas finge que ela não existe, na ânsia de um momento bom que chegue logo, irônico isso: todos dizem que a vida é curta, mas a maior parte do nosso tempo em vida, é composto por momentos que queremos que passe logo,que não desejamos pertencer a ele.
Precisamos todos da válvula de escape, algo que valha a pena, alguma coisa ou alguém que nos guie e que possamos confiar.Eu particulamente, tive a sorte imensa de encontrar isso, mas e quem não teve? só resta esperar e esperar para que isso se concretize, perdido na incerteza que a vida nos imprime.
Posso afirmar com toda a certeza que a única coisa que presenciei que realmente valha a pena, é o amor, sem querer ser clichê, o amor nos dá um motivo pra viver,é aquele algo a mais que todos precisamos e uma coisa para lembramos mesmo nos piores momentos. Porque de resto, é só a eterna dança da vida, que assim como mostra a imagem acima, vagamos no horizonte interminável, rumo ao sol que ansiamos tanto ver, mas que ainda não apareceu... e claro, com a morte sempre ao nosso lado.







segunda-feira, 2 de maio de 2011

vale a pena viver?

Acordar, olhar para o lado,e ver você, seu belo rosto próximo ao meu,sentir a  ternura de seu toque, a beleza de seu olhar nos raros e preciosos momentos de confrontamento com o meu.. mas de repente eu acordo. era apenas mais um sonho sobre você, mas espere..era mesmo um sonho? talvez sim..estou vivendo um sonho? com certeza sim,e esse meu sonho é responsabilidade de uma unica pessoa, quem diria..como mais um nesse mundo pode deixar de ser mais um,para ser a unica, aquela por quem faria tudo e que muda meu mundo.
dentro da impossibilidade da descrição de um amor como o nosso, nem a mais bela poesia chegaria perto de tudo que ele significa em nosso interior,enquanto um simples olhar seu me mostra exatamente o quanto sou importante para você. É bom ouvi-la dizer que me ama, não nego, mas é perfeito sentir você dizer(com palavras ou não), nem que seja com o mais timido gesto seu,isso já é perceptível.
Por essas e outras que estar ao seu lado é lindo, inexplicavel e único, sinto pena das pessoas que não sentiram isso que sinto, pois realmente não acredito que possa existir sensação melhor nessa vida,na eterna corrida pela felicidade, tenho certeza que já alcancei ela, graças a você. 
 Agora,a que lhe devo esse sentimento sublime que me proporciona? sou digno dele? as vezes eu sei que não..   mas uma coisa eu sei, sou escravo dele, assim como preciso de ar, preciso de você, é o meu oxigênio, meu apoio, minha segurança e principalmente, quando eu me pergunto se vale a pena viver, a resposta é sim, porque você existe,e você existindo já basta para eu ser feliz,
estarei sempre ao seu lado, minha eterna princesa.. 

quarta-feira, 30 de março de 2011

o maldito superficialismo

Apenas aceitar comprar roupas dadas como ''de marca'', querer malhar com o único objetivo de atrair pessoas pelo seu corpo(demagogias a parte 90% das pessoas que malham tem apenas esse intuito), esses são exemplos tirados do nosso dia-a-dia do quanto somos superficialistas, e apesar de também ser vaidoso e compartilhar de algumas dessas coisas,pelo menos sou uma pessoa mentalmente lúcida e sei do quão banal são essas preocupações exageradas com a beleza.Mas o que me irrita nessa situação, e é o motivo por eu estar escrevendo sobre isso, são as pessoas demasiadamente superficialistas, vivendo em torno de banalidades, como uma aparencia física, não é dificil encontrar pessoas se vangloriando por ter um corpo bonito, sendo que isso não é o problema, e sim achar que isso basta e que significa alguma coisa.Ok, isso o deixará atraente fisicamente de acordo com os padrões de beleza da sociedade e consequentemente essa pessoa conseguirá se destacar em ambientes onde o objetivo é unicamente o ''pegar mulher'' (falando pelo lado masculino da coisa) sem nem conhecer a tal mulher.Eu sei, isso é um estilo de vida, muito adotado até, agora, apenas lhes proponho a seguinte reflexão: vale mesmo a pena? você ter um corpo bonito e uma mente oca é algo a se orgulhar? Por mais que os pequeniníssimos''objetivos de vida'' dessas pessoas com esse estilo de vida sejam alcançados,considero muito desprezível viver em torno disso, tanto que queria me desprender completamente desse superficialismo que está transbordando em nossas vidas, e não me preocupar minimamente com beleza, sendo atraente apenas pelas minhas supostas características internas, como inteligencia e afins.Mas infelizmente não consigo, não completamente.Para finalizar,deixo um ultimo conselho para meus queridos colegas acéfalos que acham que são alguém por ter um bracinho grande e com não sei quantos centímetros: em vez de se preocupar unicamente em desenvolver seus musculos, tentem também desenvolver seus cérebros,ok?

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

muito além do cidadão kane?

 jh         

   Bom, primeiramente a explicação do post,tem o mesmo nome de um documentário(que infelizmente ainda não vi) produzido pela bbc de londres que compara o personagem vivido por Orson Welles ao que a rede globo representa aqui no brasil, com a comparação focando especialmente Roberto Marinho, fundador da rede globo.Mas o que está em questão aqui não é o documentário e sim o que levou a ele ser feito.
   Assim como nosso querido Charles Foster Kane, a globo monopoliza os meios de comunicação no brasil, e tem influência direta em assuntos que não deveriam ser da conta dela, mas por incrível que pareça isso não é o pior , o pior mesmo é facilidade da globo em influenciar na sociedade, direcionando seus pontos de vista e acostumando a população para o que eles querem, pois é assim no brasil, há a cultura quase ''homer simpsiana'' de ser manipulado pela toda poderosa da mídia brasileira.
   Um grande exemplo disso que estou falando é o BBB, que a cada ano só desce ainda mais o nível e parece que a medida que isso acontece só aumenta a quantidade de telespectadores, o que é uma coisa triste, pois quem já viu o programa por 1 minuto que seja percebeu que é um grande festival de promiscuidade,funciona assim: eles colocam pessoas que estão dentro do grupinho tolerável por eles (mulheres gostosas acéfalas, homens fortes acéfalos, transexual, homossexual.. etc), tudo com o único objetivo de dar audiência, e o pior é que conseguem e muita, por isso é tão rentável pra eles o BBB, é lamentável o grande apreço do publico brasileiro por um programa tão ruim como esse, mas como estava dizendo no início, encher a globo de dinheiro nem é a pior coisa, e sim como esse programa implanta a cultura de achar que é normal a banalização do corpo humano tantas vezes vista no programa, pois afinal de contas é algo visto por crianças (se bem que no brasil adultos e crianças parecem ser igualmente fáceis de manipular), logo passa a ser preocupante o que pode acontecer nas gerações futuras.Aí podem dizer que é conservadorismo meu e tal, mas sinceramente, isso não é ser conservador,isso é querer valorizar o ser humano, e não suportar ver o rebaixamento da nossa espécie a animais irracionais como vemos por aí nos BBBs da vida, pois é realmente uma pena ver o que resta de nossos ''valores'' destruidos por um pouco de audiência e consequentemente dinheiro nas mãos de roberto marinho e cia.

sábado, 15 de janeiro de 2011

sociedade do espetaculo

como é linda a imagem ao lado não acham meus caros? toda a politicagem reunida(misturada com algumas celebridades esportivas, o que era bem apropriado a ocasião, afinal, era a escolha da sede da olimpíada) mostrando todo seu grande patriotismo e amor a nossa nação que enfim sediará os jogos olimpicos o/..

ok, sarcasmo a parte a situação ao lado ilustra o tema do post,que trata exatamente do jeito como somos facilmente enganados e levados a se entusiasmar pelo que querem que nos entusiasmamos.é o que me levou a entitular o post de sociedade do espetáculo(válido lembrar que o nome foi retirado do livro homonimo escrito pelo escritor frances Guy Debord, infelizmente só li um trecho dele, genial aliás, mas o suficiente pra me inspirar a escrever sobre) continuando, os chamados espetaculos são a maneira mais fácil de alienar a sociedade,e há inumeros tipos dos tais espetáculos , nesse caso específico da foto envolve esporte,mas também pode ser por meio de um programa de tv,ou até religião (ah a religião...rs), entre outros.

 o triste é ver os poderosos acima se aproveitando de algo como o esporte(que não era pra ter nada a ver com isso), pra fazer toda essa encenação e encher o povo de esperança e alienação, se bem que, pensando melhor, essa comemoração ai não deve ser encenação, afinal quem vai encher os bolsos são eles, tem mais é que comemorar mesmo, não acham?

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

felicidade própria vs tristeza de quem você se importa

imaginem-se na seguinte situação: você conhece a melhor amiga de seu melhor amigo e começa a namorar ela. Isso acaba ocasionando essa amizade ficar em segundo plano, mesmo que ela não tenha terminado, mas um namoro acaba ficando sempre em primeiro plano.
Eis que surge todo o problema do meu momento, enquanto curto minha felicidade, vejo meu amigo se martirizar pelo afastamento de dois dos seus melhores amigos, por um lado é egoísmo por parte dele, por outro entendo a dor que a solidão pode trazer.
Só fico imaginando qual seria a medida certa a tomar(se é que há medida certa), porque chega um ponto que só dizer que se importa não basta, porque realmente não é que nem antes, acredito que não por minha causa, já que me esforço o máximo para deixar que nem antes, talvez não haja medida certa mesmo a tomar, talvez o certo seja não ter nascido um humano e não ter esse tipo de preocupação, mas já que nasci humano tenho que passar por isso, e mesmo com a felicidade própria tendo mais valor que a tristeza de quem você se importa(afinal somos humanos, ou seja, egoistas natos), a diferença não é muito grande,e sinceramente incomoda, e muito.

domingo, 19 de dezembro de 2010

um post a parte

Quando tudo parece tender ao vazio e a desilusão, eis que surge você, escondida por entre as falácias dos outros, está uma menina que me encanta de uma forma única, alguém que me faz perder todo meu preconceito, e contradizer tudo que prego aqui no meu blog, e o mais importante: alguém que mexe comigo como nenhuma outra.
Dentre esse ocenao repleto de pessoas sem brilho, você foge completamente a regra, e por mais que você me tire o sono ou  me tire a inspiração, compensa isso tudo me dando algo chamado felicidade. Sim, felicidade, que antes eu achava se tratar de uma ilusão humana, com você ela passa a estar ao meu alcance a todo momento.
Por mais que não seja tão bom nessse estilo de texto quanto você, está aqui minha não tão boa porém sincera tentativa de te mostrar um pouco do que você significa pra mim,e não a fiz para compensar o que escreveu por mim, fiz porque merece, e porque gosto muito de você.

sábado, 27 de novembro de 2010

A relevância e a irrelevância humana

Ao mesmo tempo em que somos interminavelmente irrelevantes em relação ao universo ao nosso redor, somos exaltados por nós mesmos à condição de espécie com a vida mais relevante, o que é perfeitamente compreensível, pois somos a espécie superior e por mais que a morte de um animal objetivamente falando tenha o mesmo valor que uma morte humana, a segunda hipótese é muito mais relevante a nós. A relevância de uma vida para outra pessoa é uma questão de proximidade, quanto mais próximo se é dessa pessoa que faleceu, maior será a maneira como isso lhe abalará, por isso que ainda escutamos coisas do tipo: ''morrem dez homens em confronto...'', essa falta de importância dada àquelas vidas é resultado da falta de proximidade de quem está dizendo e ouvindo a notícia. toda essa contradição me fez chegar a um impasse, o que seria o mais certo: tender para a irrelevância ou a relevância da vida? pois bem, minha conclusão foi que o ideal seria a valorização da vida, até porque ela é tudo que temos, porém o ''mais certo'' (ou mais sensato) seria a tender para a irrelevância, e sendo assim, pela primeira vez acho um resultado bom gerado pela falta de realismo de nossa gloriosa espécie,
viva a nossa burrice e viva a supervalorização de nossas vidas!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

o que é visto ao olhar no seu espelho?

você já fez isso? olhou no seu próprio espelho? e não estou falando do espelho feito de vidro que há na sua casa, falo de um espelho que todos tem, mas nem todos usam, espelho esse, que prefiro chamá-lo de consciência (eis o motivo do pouco uso desse tal espelho).Mas o que está em questão aqui é outra pergunta: qual é a visão que é tida ao olhar para você mesmo? por mais que possa ser doloroso pra quem não está acostumado, considero uma atitude que deveria ser tomada por todos, e é o que vou fazer agora, mostrando-os o que vejo no meu espelho:  alguém que tem tudo o que quer materialmente, mas o instinto humano de sempre querer mais não permite me contentar, por isso que há o meu outro lado, o solitário(por mais que seja sempre rodeado de pessoas) um lado que sente a falta de um algo a mais, a falta de algo que eu realmente me entretenha, que não seja mais uma valvula de escape futil para o tédio, e o mais angustiante é a incerteza se vou encontrar isso ou não, mas acredito que sim, nesse sentido eu sou otimista. Acredito na naturalidade da ocorrência dos fatos na vida humana, a vida de todos nós é dividida em fases, que intercalam em bons e maus momentos, por isso meu otimismo.
agora que já os contei como me vejo, repasso a pergunta a vocês: o que é visto ao olhar no seu espelho?

domingo, 21 de novembro de 2010

não sou poeta

não sou poeta, o lirismo passa longe de meu estilo de escrita, quem acompanha meu blog já percebeu isso, a crueza está presente em todos os meus textos, até por eu ser assim, não vejo necessidade em prolongar o desnecessário, aliás o necessário talvez já seja demais, a simplicidade é a maior forma de demonstrar a genialidade humana (não que eu seja gênio), mas é bom seguir os bons exemplos.Por mais que admire o lírico, as poesias, a tal magia literária, sei que isso não entra no meu mundo, a crueza é inerente a mim, e acho que um pouco de frieza não faria mal a ninguém, a empolgação nos deixa idiota, o que é necessário e ao mesmo tempo desprezível. Mas o que está em questão nesse post é esclarecer a posição do meu blog: não é para deixar ninguém extasiado com belas histórias, coloco aqui o apenas o que considero importante que as pessoas saibam(exceto meus devaneios, que são um caso a parte), o que também pode ser chamado de verdades, e por coincidência ou não, a verdade parece ser sempre crua. Por isso acho impossível escrever o que escrevo sem crueza, se alguém souber me ensine por favor, enquanto isso continuo sendo eu mesmo, e assim termino esse post, esperando não escrever mais sobre mim, com tantos assuntos relevantes por ai, não faz sentido ficar escrevendo por algo sem relevância como esse simples amontoado de elementos químicos que eu sou.

sábado, 20 de novembro de 2010

suicídio: fraqueza ou coragem?

não, eu não penso em me suicidar, escrevo esse post devido a um desafio feito a mim para escrever sobre esse tema, e eis o que farei.Tenho uma opinião formada em relação ao suicídio, considero ele um ato egoísta, pelo fato de fazer outros sofrerem por você não ter aguentado o seu próprio sofrimento, e que demonstra fraqueza, e mesmo que muitos possam dizer que é preciso coragem para cometê-lo, isso é verdade apenas em partes já que é preciso coragem apenas para executar o ato, mas o suicídio em si é um ato covarde, pois você desiste da sua maior dádiva por causa de um sofrimento momentâneo, portanto não vejo como não relacionar suicídio com fraqueza. Apesar disso,não deixo de valorizar algumas pessoas que cometeram suicídio como kurt cobain, ian curtis, santos dumond, por terem sido geniais enquanto vivos, mas não suportaram o sofrimento que a vida os imprimiu, o que eu até entendo, mas continuo achando um ato egoísta e que demonstra toda a fraqueza humana, fraqueza essa, que infelizmente se manifesta ainda mais com as mentes mais brilhantes.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

a sua cura é a minha doença

enquanto você vive em torno de futilidades, essa futilidade me incomoda profundamente, apesar dela também fazer parte da minha vida; enquanto você goza de sua vida fechando os olhos para sua irrelevância, a irrelevância me angustia; enquanto algo te entretem, essa mesma coisa me entedia; enquanto você curte sua falsa felicidade, eu curto minha solidão verdadeira; e mesmo que eu use os mesmos antídotos que você para também me curar, eles acabam se tornando a minha doença.

sábado, 6 de novembro de 2010

arte da convivência social

''convivência social é uma arte, com certeza eu não sou um artista.''
 
Esta frase(que é de minha humilde autoria) retrata com perfeição minha situação quanto a convivencia social, apesar de conseguir me virar relativamente bem nos grupos de pessoas com quem convivo, a convivência social em si é muito complicada, não só para mim mas para a humanidade em geral, acho que na frase acima poderia trocar o ''eu não sou'' pelo ''nós não somos'', sem estar cometendo nenhum erro, pois por mais que hajam muitos que parecem especialistas nisso, também devem encontrar alguma dificuldade.Percebemos isso nos grandes grupos no qual você sabe que vai precisar conviver naquele ambiente com aquelas pessoas em um longo período, isso cria um ambiente todo peculiar sendo resultado das pessoas que nele habitam, tendo suas próprias ''regras'' informais, por mais que não haja regra nenhuma, e o que mais dificulta a convivência nesse contexto é que geralmente a maioria das pessoas do grupo não lhe é íntima, nisso se cria uma necessidade em todos de tentar agradar o máximo aos integrantes do grupo, para ter uma bela imagem entre eles, o que torna o ambiente repleto de situações artificiais e falsas, não que eu tenha algo contra as pessoas serem simpáticas, mas sorrisos demais e para todos é algo que me irrita, e tudo por um objetivo idiota e hipócrita, afinal de contas o que significa a opinião de pessoas que você mal conhece sobre você? aí podem responder '' ah, é a imagem social e blá, blá, blá..''.sinceramente, por mais que todos nós nos preocupamos com a imagem social, se pararmos para pensar seu significado é irrelevante(mais até do que nós mesmos), e essa nossa preocupação em demasia com isso é lastimável(me incluo quando falo isso também). Sábio seria  aquele que não ligasse para essas coisas inúteis, ou seja, não há sábios na sociedade moderna

preço pela racionalidade?

Pensem bem: o que é melhor, viver uma vida sem raciocínio, vivendo apenas instintivamente, como animais ou o nosso tipo de vida , com essa que é a maior dádiva da humanidade, a capacidade de raciocínio?
a primeira vista parece uma resposta fácil, eu sei, somos superiores e até no interior do maior dos pessimistas há um certo contentamento por ser humano. Mas se analisarmos bem, a vida irracional mesmo comparada com uma de um humano que teve uma boa vida, foi muito menos sofrida e muito menos insegura até pelo animal não ter esses conceitos que só nós sabemos, pois foram criados por nós.Na vida racional momentos ruins são inevitáveis, e quanto mais você pensa, maior é a sensação de ''vazio'' sentido. por isso lhes pergunto de novo: é melhor ter uma vida sem preocupações, puramente instintiva, ou uma cheia de preocupações porém racional e tudo que isso possibilita?

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

cansado de correr na direção contrária...

É com esse trecho da música ''o tempo não para'' do cazuza que começo meu post, por achar ele ideal para descrever o momentos que passo constantemente.Não, eu não vou mudar de opinião, mas ás vezes cança, por mais que eu saiba suportar, é complicado nadar contra a correnteza imposta pela sociedade, você é quase que obrigado a seguir um comportamento dado como ''comum'' de acordo com o grupo social que pertence, e se  não o tem, é logo bombardeado por todas as contestações (por parte dos ''comuns'') que isso gera. fugir do padrão imposto te exclui e não precisa ser totalmente radical contra padrões para ser dado como diferente, eu por exemplo sigo alguns padrões, até pela necessidade que tenho de ter uma vida social,apenas me nego a seguir alguns deles e já sou dado como ''diferente'', fico imaginando como eram tratados socialmente genios da descrença como nietzsche e schopenhauer, com certeza eram vistos como insanos e talvez fossem mesmo, até pelo grande poder de enlouquecer dessa palavra que citara a pouco, que é a descrença. para mim já é possível sintir esse potencial com o pouco que tenho dela (em relação à pessoas como nietzsche), na dose que esses filósofos tinham, a loucura deveria ser inerente a eles.Para finalizar, por mais cansado que possa estar, não vou sucumbir à pressão por ser comum, ainda tenho esperanças nas pessoas admirarem o ''diferente'' ( o que prefiro chamar de ''mais sensato'' já que usar calças laranjas também é ser diferente).

domingo, 31 de outubro de 2010

sociedade dos atores

um conjunto de atores encenando uma grande peça, é isso o que somos. Uma peça que ocorre sem ensaios,sem  nos permitir erros, em que cada ator interage com os outros, cada um com seus diferentes personagens, cada hora interpretando um deles.Ocorre assim: se a situação muda, o personagem também.Não há como fugir disso, sempre adotamos uma postura de acordo com os atores ao nosso redor, hora mudamos por necessidade, hora por vontade própria, mas isso não importa, o resultado é o mesmo. É como um filme, os personagens estão de acordo com o gênero em questão. Não temos simplesmente a nossa personalidade e a seguimos não importa a situação, somos extremamente maleábeis, nos enquadramos de acordo com nossos interesses, claro que alguns são melhores nisso do que outros,  o que muda é a quantidade de personagens que o ator consegue interpretar, mas até o menos habilidoso ator tem lá seus poucos personagens.E quanto mais personagens se interpreta, maior o sucesso social, maior a quantidade de atores que se consegue agradar.Por isso que não gosto dos grandes atores, prefiro os péssimos atores que agradam a poucos,por serem mais humanos e mais verdadeiros.Porém, por mais que eu não goste, funciona assim, e no final das contas não passamos de uma sociedade de atores.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

mas por que você é católico?

primeiramente devo explicar o título desse post: ele é uma ironia à pergunta quase que obrigatória feita por qualquer pessoa ao saber da minha posição em relação a religião, que é ''mas por que você não acredita em Deus?'' . Por mais que eu entenda a questão cultural que isso envolve e que até por isso ainda há essa ''marginalização'' do ateísmo, não consigo deixar de pensar nessa ocasião(utópica) de pessoas perguntando aos seguidores de alguma religião o porquê deles seguirem ela, da mesma forma que fazem com ateus, porque ao dizer que é ateu,você automaticamente deve uma explicação imediata àquela pessoa e não basta qualquer resposta, o que eu acho mais engraçado é que quando alguém crente diz que acredita porque tem fé e não cita mais nenhum argumento já é o suficiente para justificar sua condição, já com ateus se você não argumentar de forma extremamente esclarecida, aquilo não é dado como suficiente(por um lado considero isso até bom, de um certo modo mostra uma expectativa maior com a capacidade intelectual dos ateus).O que é  muito irônico vendo pelo lado objetivo da coisa,pois se trata de uma situação de crença ou descrença, mas essa não é uma questão em que basta ver o lado objetivo,há a ressalva já citada acima,que há a cultura da imagem pejorativa dada ao herege, que faz com que as pessoas até hoje ainda ''olhem torto'' para quem não segue nenhuma religião, e quanto a essas pessoas minha opinião é simples: apenas lamento pela grande capacidade que a igreja tem em manipular a população, sei que a culpa não é das pessoas em si ,infelizmente elas são apenas marionetes, o buraco é muito mais em cima.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

necessidade do desnecessário

''As coisas que você possui acabam te possuindo.
Você só é realmente livre após perder tudo.
Pois ai nao terá o que perder, e, enfim,se encontrará livre.''                       (Tyler durden- clube da luta)
esse post é para falar dessa nossa terrível mania de consumismo, e se tratando desse tema, utilizarei os pensamentos de tyler durden(personagem do filme clube da luta interpretado por Brad Pitt) que é  para mim um dos melhores personagens já criados e apesar de sua excentricidade propositalmente dada ao personagem, concordo com muitos de seus pensamentos.
As frases de tyler sempre mostram sua completa aversão ao consumismo e sua decepção com a sua geração que segundo suas palavras é uma geração criada pelos comerciais e sem peso na história. ele defende uma tese de que precisamos do que ele chama de autodestruição que é se tornar ''livre'', o que é conseguido só depois de perdermos tudo.apesar de não praticar isso, concordo que talvez seja  o que precisamos, pois apenas conhecendo o fundo do poço é que passamos a dar mais valor as coisas, para ai sim podermos nos contentar tendo apenas o que realmente precisamos, acabando assim com essa nossa necessidade do desnecessário.